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Cães idosos podem ajudar pesquisas sobre Alzheimer, aponta estudo

Cão idoso
Cão idoso com focinho grisalho. Foto: Reprodução

Pesquisadores identificaram no cérebro de cães idosos alterações semelhantes às encontradas em pessoas com demência. O estudo, publicado na revista npj Dementia, indica que animais de companhia podem servir como modelos naturais para aprimorar o diagnóstico e buscar tratamentos para o Alzheimer.

A equipe comparou amostras cerebrais de cães com disfunção cognitiva canina e de pessoas com Alzheimer. Os exames encontraram depósitos anormais de proteínas nas mesmas regiões do cérebro associadas aos estágios iniciais da demência humana. A condição afeta mais de um quarto dos cães com mais de 12 anos.

Os cientistas também observaram níveis elevados da proteína glial fibrilar ácida, conhecida como GFAP, no sangue de cães com maior presença desses depósitos cerebrais. O marcador pode ajudar a identificar o declínio cognitivo nos animais e a entender como a demência evolui em humanos. Outro projeto acompanha mais de 50 mil cães para investigar fatores genéticos, biológicos e ambientais ligados ao envelhecimento.