Tomar ou pular o café da manhã? Veja o que a ciência diz

A ideia de que o café da manhã é a refeição mais importante do dia tem apoio parcial na ciência, mas está longe de ser consenso. A refeição pode ajudar a repor energia após o jejum noturno e oferecer nutrientes como proteínas, cálcio e fibras, dependendo da composição do prato. O problema é que muitos estudos associam o hábito de tomar café da manhã a melhores indicadores de saúde, sem provar que ele seja a causa direta desses resultados.
Pesquisas sobre peso corporal mostram resultados variados. Um estudo com dados de 50 mil pessoas relacionou o café da manhã como principal refeição a menor índice de massa corporal, mas outros trabalhos indicam que a mudança de rotina alimentar pode pesar mais do que a refeição em si. A adesão ao jejum intermitente também colocou o tema em discussão: estudos pequenos apontaram melhora no controle do açúcar no sangue e da pressão arterial quando a alimentação se concentra mais cedo no dia, embora ainda faltem evidências sobre efeitos de longo prazo.
O horário e a qualidade da alimentação parecem ser decisivos. Jantar tarde pode piorar o controle da glicose e aumentar riscos metabólicos, enquanto cafés da manhã com baixo índice glicêmico ou ricos em proteínas podem favorecer saciedade e concentração em algumas pessoas. Para pesquisadores citados pela BBC Future, a recomendação mais segura é observar a fome ao acordar e manter refeições regulares ao longo do dia, sem tratar uma única refeição como solução para peso, diabetes ou saúde geral.
