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Falta de sono prejudica memória, mas cafeína pode reduzir impactos, diz estudo

Xícara de café sobre uma mesa
Xícara de café sobre uma mesa. Foto: Reprodução/Adobe Stock

Um estudo pré-clínico publicado na revista científica “Neuropsychopharmacology” sugere que a cafeína pode ajudar a reduzir prejuízos à memória após privação de sono. Pesquisadores da Universidade Nacional de Singapura interromperam o sono de camundongos por cinco horas e, depois, ofereceram cafeína misturada à água potável por sete dias. A análise da atividade elétrica do cérebro dos roedores indicou sinais de recuperação em circuitos ligados ao hipocampo, região essencial para formar e consolidar novas memórias. Com informações da Agência Einstein, na Folha de S.Paulo.

A neurologista Ana Aguilar, especialista em medicina do sono do Einstein Hospital Israelita, afirma que o sono tem papel central na consolidação da memória. “Hoje já temos evidências bastante consistentes de que o sono é fundamental para a consolidação da memória, já que é nesse período que o cérebro organiza as informações aprendidas ao longo do dia e fortalece as conexões entre os neurônios, permitindo que essas lembranças sejam armazenadas de forma mais duradoura”, diz. Segundo ela, a cafeína compete com a adenosina, substância que se acumula no cérebro durante longos períodos de vigília e reduz a atividade neuronal.

Especialistas ressaltam que o estudo em animais não confirma o mesmo efeito em humanos. A pneumologista Luciana Palombini, do Instituto do Sono ligado à Unifesp, alerta que a privação do sono afeta a cognição por diferentes mecanismos e que recorrer constantemente à cafeína para manter o estado de alerta pode indicar sono insuficiente ou de má qualidade.

As recomendações gerais limitam o consumo a até 400 miligramas de cafeína por dia, cerca de quatro xícaras de café coado, mas a orientação deve considerar as condições de saúde de cada pessoa.