Por que a cafeína afeta cada pessoa de um jeito

A cafeína pode aumentar o estado de alerta e a concentração, mas seus efeitos variam muito entre as pessoas. A substância bloqueia a ação da adenosina, composto que se acumula no cérebro ao longo do dia e provoca a sensação de sono. Em excesso, porém, pode causar nervosismo, dor de cabeça, aceleração dos batimentos cardíacos e dificuldade para dormir.
O tempo de permanência da cafeína no organismo é um dos principais fatores dessa diferença. O fígado metaboliza a substância e a elimina, processo que pode durar de seis a 20 horas, segundo Marilyn Cornelis, professora associada de nutrição da Universidade Northwestern. Variações no gene CYP1A2 influenciam essa velocidade, enquanto cigarro, anticoncepcionais, antibióticos, outros medicamentos e a gravidez também podem alterar o metabolismo.
O consumo frequente ainda cria tolerância, reduzindo a sensibilidade à cafeína. Especialistas em sono recomendam evitar café, energéticos e outras fontes da substância por pelo menos seis horas antes de deitar. Lindsay Browning, psicóloga e especialista em sono, sugere interromper o consumo por volta das 14h para quem pretende dormir às 22h, mas ressalta que cada organismo reage de forma diferente.
