Câmara coloca Eduardo Bolsonaro no Cadin por dívidas e ausências em sessões

A Câmara dos Deputados incluiu Eduardo Bolsonaro no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) por uma dívida de R$ 13.941,40, referente a quatro faltas não justificadas em março. O deputado estava nos Estados Unidos antes de formalizar seu afastamento do mandato.
Como não havia saldo suficiente para o desconto em folha, a Câmara passou a cobrar o valor diretamente e notificou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para possível inclusão na Dívida Ativa da União. A cobrança foi motivada por uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), que pediu apuração sobre o uso de recursos públicos durante a estadia do parlamentar no exterior.
Eduardo classificou a medida como “perseguição” e afirmou que suas contas estão bloqueadas. “É admirável ver que tentam cobrar 14 mil reais de um deputado exilado que não consegue garantias da própria instituição”, declarou.
Desde o início de 2025, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mora nos Estados Unidos e tenta exercer o mandato à distância. Após retornar oficialmente à Câmara em agosto, já faltou a 40 das 55 sessões realizadas, o que representa 72% de ausência. Caso ultrapasse o limite de faltas ele pode perder o mandato.
