Câmeras com IA passam a monitorar crianças do berço à adolescência; entenda

Empresas de tecnologia ampliam o uso de câmeras, sensores e inteligência artificial para monitorar bebês e crianças. A Nanit afirma ter 1 milhão de usuários diários e faturamento anual superior a US$ 100 milhões. Seu sistema registra movimentos, sono e despertares por meio de uma câmera conectada a aplicativo, que transforma os dados em gráficos e indicadores para os pais.
O setor também reúne produtos como a Dream Sock, da Owlet, uma meia com sensor para acompanhar frequência cardíaca e oxigenação, e aplicativos que prometem prever sonecas a partir da rotina da criança. A Owlet faturou US$ 106 milhões no ano passado e diz que mais de 2,5 milhões de pessoas já usaram seus produtos. Em 2021, a FDA advertiu a empresa por publicidade da Smart Sock que se aproximava da promoção de um dispositivo médico.
A Nanit levantou recentemente US$ 50 milhões para investir em inteligência artificial e pretende usar suas câmeras para acompanhar fala, linguagem e habilidades motoras até o início da adolescência. A CEO Anushka Salinas compara a proposta ao avanço dos dispositivos vestíveis entre adultos e diz que a empresa mira a faixa de zero a 10 anos. A expansão, porém, levanta questionamentos sobre custos, privacidade de dados sensíveis e a transferência de decisões cotidianas dos pais para plataformas digitais.
