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ChatGPT sabia? Canadá acusa OpenAI de omissão antes de massacre em escola

Interface do ChatGPT em dispositivo eletrônico
Interface do ChatGPT em dispositivo eletrônico. Foto: Reprodução

A província canadense da Colúmbia Britânica anunciou na terça-feira (07) que prepara uma ação legal contra a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, por não ter avisado as forças de segurança sobre solicitações violentas feitas na plataforma antes de um massacre escolar em Tumbler Ridge. O caso envolve Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, autora do ataque ocorrido em fevereiro.

A OpenAI havia suspendido, em junho de 2025, uma conta vinculada a Jesse por preocupações com uso ligado a atividades violentas, mas não comunicou a polícia. A empresa alegou que, naquele momento, nada indicava um ataque iminente. Em 10 de fevereiro, Jesse atacou a escola, onde matou uma professora e cinco estudantes, de 12 a 13 anos, e deixou mais de 20 feridos; antes disso, também matou a mãe e o meio-irmão de 11 anos, segundo relato da BBC.

A procuradora-geral da Colúmbia Britânica, Niki Sharma, afirmou que a província busca responsabilizar a empresa e seus dirigentes por não notificarem as autoridades sobre as “solicitações violentas” feitas no ChatGPT. O caso contrasta com um episódio no Brasil, em junho, quando a OpenAI alertou o FBI sobre um homem que revelou à ferramenta o plano de matar o filho de 8 anos; a informação chegou ao Ministério da Justiça e à Polícia Civil do Espírito Santo, que prendeu o suspeito.