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Câncer de estômago deve crescer no Brasil, alerta projeção do Inca

Profissionais de saúde observam exame endoscópico em monitor
Profissionais de saúde observam imagens do trato digestivo em um monitor durante exame endoscópico. Foto: Reprodução

O Brasil deve registrar 22,5 mil novos diagnósticos de câncer de estômago no triênio iniciado em 2026, segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca). O número representa o terceiro ajuste consecutivo para cima: as estimativas foram de 21,2 mil casos em 2020-2022 e de 21,4 mil em 2023-2025.

Os óbitos pela doença ultrapassam 12 mil por ano no país há duas décadas. Dados do Inca apontam 12.435 mortes em 2005, cerca de 15 mil em 2019 e 14,9 mil em 2024, último ano disponível. Especialistas associam a alta mortalidade, superior a 60%, ao diagnóstico tardio, já que o câncer gástrico pode não provocar sintomas em grande parte dos pacientes.

A bactéria H. pylori, ligada a 78% da carga de câncer gástrico no Brasil, é o principal fator de risco. A infecção se relaciona a más condições sanitárias e pode causar alterações na mucosa do estômago que, em parte dos casos, evoluem para tumor. Consumo elevado de sal e ultraprocessados, tabagismo, álcool e obesidade também contribuem para a doença, enquanto a dificuldade de ampliar testes e tratamentos limita o controle da bactéria no SUS.