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Câncer do papa pode ser tratado com novas terapias além da cirurgia

Papa Leão XIV acena da janela de um carro
Papa Leão XIV acena pela janela de um carro. Foto: Reprodução

Os avanços em cirurgia, testes genéticos, terapias-alvo e imunoterapia ampliaram as opções para pacientes com câncer de pulmão, doença que atinge o Papa Leão XIV. O pontífice recebeu diagnóstico de adenocarcinoma durante um exame de rotina e retirou um lobo do pulmão na terça-feira.

Os exames adicionais vão indicar se ele precisará de tratamento complementar. Para o cirurgião torácico Robert Merritt, a indicação de cirurgia como tratamento inicial sugere que o tumor pode estar em fase precoce e ter condições de remoção completa, com chance razoável de cura.

Especialistas destacam que a análise genética do tumor ajuda a identificar mutações tratáveis, como EGFR, ALK, RET, ROS1 e KRAS. No caso de tumores com mutação no EGFR em estágio 2, a combinação de quimioterapia e medicamento direcionado pode reduzir o risco de recorrência de 40% para 10%, segundo o oncologista David Barbie.