Como as canetas emagrecedoras nas redes sociais estão afetando a autoestima dos jovens

A exposição intensa a anúncios, vídeos e imagens sobre canetas emagrecedoras tem alterado a forma como adolescentes enxergam o próprio corpo, o peso e a saúde. Jovens ouvidos pela Bloomberg relataram que conteúdos sobre medicamentos da classe GLP-1, transformações físicas e padrões de magreza passaram a ocupar seus feeds e conversas cotidianas. Com informações do Globo.
Amelia Cate Prosser, de 17 anos, disse que desenvolveu anorexia e depois bulimia após conviver com esse bombardeio nas redes sociais. “Minhas amigas e as pessoas que conheço, todas nós perdemos a noção de como é um corpo normal, saudável e, principalmente, um corpo feminino”, afirmou. Nos Estados Unidos, médicos emitiram cerca de 33 mil prescrições de Wegovy e Mounjaro para menores de 18 anos no ano passado, segundo análise da Komodo Health.
Especialistas alertam que a triagem para transtornos alimentares não acompanha o avanço das prescrições para adolescentes e que parte dos jovens consegue medicamentos sem necessidade clínica, por meio de sobras de familiares ou compras online. TikTok, Instagram e YouTube dizem restringir anúncios e conteúdos que incentivem perda de peso extrema para menores, mas adolescentes relatam que criadores encontram formas de driblar as regras e que os algoritmos ampliam a exposição a esse material.
