Canetas para emagrecer ampliam em 27% a chance de contratação de mulheres

Mulheres que iniciaram o uso de canetas emagrecedoras tiveram uma probabilidade 27 pontos percentuais maior de conseguir emprego do que aquelas que queriam usar os medicamentos, mas não começaram o tratamento. O resultado consta de um estudo da economista Rebecca Diamond, da Universidade Harvard, publicado em junho pelo National Bureau of Economic Research e ainda sem revisão por pares. Com informações de Folha de S.Paulo.
A pesquisadora comparou mulheres americanas de 25 a 61 anos com perfis socioeconômicos, renda e histórico de saúde semelhantes. Após um ano e meio, o avanço na inserção profissional ocorreu entre participantes que estavam desempregadas ou fora da força de trabalho no início do levantamento. Entre mulheres solteiras, a chance de casamento ou de passar a viver com um parceiro também subiu 29 pontos percentuais, sem aumento significativo na satisfação com a vida ou na saúde mental.
Diamond alertou que o preço dos remédios agonistas de GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, pode ampliar desigualdades ao facilitar o acesso de mulheres de maior renda aos efeitos sociais do emagrecimento. No Brasil, pesquisas já relacionam obesidade a salários menores para mulheres e apontam pressão estética no trabalho: levantamento do Plano de Menina e da The Body Shop indicou que 69% das brasileiras já sentiram essa pressão no ambiente profissional, e 68% citaram o peso.
