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“Canibal de Garanhuns” pede prisão domiciliar humanitária após viralizar em VÍDEO como pastor

Jorge Beltrão, o “canibal de Garanhus”. Foto: reprodução

Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, condenado a 21 anos por homicídio qualificado, vilipêndio de cadáver e canibalismo, pediu à Justiça autorização para cumprir o restante da pena em prisão domiciliar. O crime ocorreu em Olinda em 2012, quando ele matou uma adolescente de 17 anos com a ajuda de duas mulheres e comeu pedaços da carne da vítima em suposto ritual de purificação. O caso ficou conhecido como “Os canibais de Garanhuns”.

A defesa sustenta que o condenado apresenta quadro de saúde grave, irreversível e incompatível com a permanência no sistema prisional. Segundo a petição, Silveira é cego bilateral total por glaucoma, com suspeita de AVC, além de diagnóstico de esquizofrenia com alucinações. “Ele se encontra totalmente dependente de terceiros para atividades básicas, usando fraldas geriátricas”, diz o advogado Renato Vilela. A manutenção no regime fechado configuraria “tratamento cruel e degradante”.

Silveira cumpre pena na Penitenciária da Ilha de Itamaracá (PE). Na prisão, converteu-se ao evangelismo e afirma congregar em três igrejas. “Quero andar nas ruas de cabeça erguida. Dar meu testemunho para que ninguém cometa os mesmos erros”, diz. A Justiça de Pernambuco analisa o pedido. As duas mulheres condenadas no mesmo crime receberam penas de cerca de 19 anos cada.