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Quando o cansaço persistente deixa de ser apenas falta de descanso

Mulher cansada com as mãos no rosto
Foto: Reprodução

Cansaço persistente, especialmente quando não melhora mesmo depois de dormir ou tirar alguns dias de folga, pode estar associado a sofrimento emocional. Irritabilidade, dificuldade de concentração, alterações no sono, culpa ao descansar e perda de interesse por atividades antes prazerosas estão entre os sinais que merecem atenção quando aparecem de forma contínua.

A psicóloga clínica Ticiana Paiva afirma que muitas mulheres chegam ao atendimento sem relacionar essas mudanças à saúde mental. “Elas dizem que estão cansadas, sem paciência, esquecidas, irritadas ou com a sensação constante de que nunca conseguem dar conta de tudo. Muitas vezes, esse é o primeiro idioma do sofrimento emocional”, explica. A sobrecarga entre trabalho, tarefas domésticas e responsabilidades familiares pode contribuir para a manutenção desse desgaste.

O cansaço, porém, é um sintoma inespecífico e não permite identificar sozinho a origem do problema. Além de estresse, ansiedade e depressão, fadiga persistente pode estar relacionada a distúrbios do sono, anemia, alterações da tireoide e outras condições de saúde. Quando se prolonga sem explicação ou começa a interferir na rotina, a orientação é procurar avaliação profissional para investigar a causa.