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Cantora Xania Monet, criada por IA, fecha contrato de R$ 16 milhões nos EUA

Xania Monet, a cantora criada por inteligência artificial. Foto: Divulgação

A indústria musical norte-americana vive um momento inédito com o contrato de US$ 3 milhões (mais de R$ 16 milhões) assinado pela compositora Telisha Jones e sua criação digital, Xania Monet, com a Hallwood Media. A empresa, comandada por Neil Jacobson, ex-executivo da Interscope, já trabalhou com nomes como Murda Beatz e Sounwave.

Embora Xania seja apresentada como a artista, é Jones quem escreve as letras e utiliza a plataforma Suno para transformar o material em músicas completas, com arranjos e vocais gerados por inteligência artificial. O projeto ganhou projeção em agosto de 2025, com o lançamento do álbum “Unfolded”.

A canção “How Was I Supposed to Know?” superou 5 milhões de reproduções no Spotify e no YouTube, de acordo com o portal Consequence. A voz da IA tem sido descrita como uma mistura entre Beyoncé e Alicia Keys, com um sotaque marcante do sul dos Estados Unidos, fator que ajudou a viralizar nas redes sociais, onde já soma mais de 115 mil seguidores.

Apesar do sucesso imediato, especialistas alertam para os desafios legais. Gravadoras moveram ações contra a Suno, acusando a plataforma de utilizar conteúdos do YouTube para treinar seus sistemas de inteligência artificial. Outro ponto em debate é a proteção autoral. O Escritório de Direitos Autorais dos EUA não reconhece obras criadas exclusivamente por inteligência artificial.