Canudo que detecta metanol em bebidas poderá custar apenas R$ 2

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) desenvolveu um canudo capaz de detectar a presença de metanol em bebidas alcoólicas adulteradas. Segundo estimativas iniciais, o produto poderá chegar ao mercado por cerca de R$ 2, caso a produção em larga escala se confirme. A tecnologia é vista como uma alternativa acessível para prevenir intoxicações, que já provocaram nove mortes no país neste ano.
De acordo com a professora Nadja Oliveira, pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da UEPB, a tecnologia ainda não tem data de lançamento porque a patente não foi licenciada para nenhuma empresa. “Não há como falar em precificação definitiva enquanto a universidade não fechar um acordo de licenciamento com a indústria”, afirmou. O licenciamento é o processo legal que permite que uma invenção patenteada seja produzida e comercializada por terceiros.
O Ministério da Saúde confirmou que analisou o projeto em estágio inicial, mas informou que, atualmente, a pauta está sob responsabilidade do Ministério da Justiça. A pasta relatou à CNN Brasil que avalia, por meio da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), formas de implementar o uso dos canudos em estabelecimentos e ações de fiscalização.
O avanço da pesquisa ocorre em meio a um aumento de casos de intoxicação por bebidas adulteradas no país. Segundo o Ministério da Saúde, já foram registradas nove mortes confirmadas — seis em São Paulo, duas em Pernambuco e uma no Paraná. No total, há 47 casos confirmados e 57 em investigação, com mais de 100 notificações em todo o Brasil.
