A estratégia de Carlos Bolsonaro para disputar o Senado sem ir a debates

Carlos Bolsonaro (PL) chega à reta final da disputa pelo Senado em Santa Catarina sem participar de debates ou sabatinas com os adversários. Ex-vereador do Rio de Janeiro, ele associa sua candidatura à campanha presidencial do irmão Flávio Bolsonaro (PL) e promete que o estado terá interlocução direta com o Planalto caso ele vença a eleição.
Em vídeos, Carlos afirma que, com “acesso direto ao futuro presidente da República”, Santa Catarina receberá mais atenção. Ele também repete promessas atribuídas a Flávio, como congelar a reforma tributária por um ano, reduzir impostos e desburocratizar atividades, além de apontar uma eventual vitória do irmão como solução para gargalos de infraestrutura.
Adversários chamam o candidato de “paraquedista” por sua trajetória política no Rio. Pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira (24) apontou empate técnico na corrida ao Senado: Carol de Toni tinha 17% das intenções de voto, Carlos Bolsonaro aparecia com 16% e Esperidião Amin (PP), com 15%. Décio Lima (PT) registrou 10%, dentro de uma margem de erro de três pontos percentuais.
