Cármen Lúcia, presidente do STF, não respondeu email enviado pela defesa de Lula
Da coluna de Mônica Bergamo na Folha.
A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, nem sequer tinha respondido, até a quarta (7), ao email enviado pela defesa de Lula, liderada por Sepúlveda Pertence, pedindo a ela uma audiência.
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A postura da magistrada é comparada por criminalistas à do ministro Edson Fachin.
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Ele responde prontamente aos pedidos de audiências dos defensores —embora decida de forma dura em quase todos os processos.
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A defesa de Lula corria contra o relógio: o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) marcou audiências para os dias 14 e 21 de março. O caso de Lula pode ser apreciado em qualquer uma das duas datas —resultando em sua prisão caso o STF não vote antes o habeas corpus preventivo que os advogados dele apresentaram para impedir a detenção.
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Além de Fachin, também Ricardo Lewandowski tem pedidos de habeas corpus que questionam a prisão de um condenado em 2ª instância, antes de o caso transitar em julgado.
Qualquer um dos dois magistrados poderia, portanto, levar o assunto à mesa —o que obrigaria Cármen Lúcia a pautá-lo, mesmo contra a sua vontade.
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