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Carro de aplicativo ou frotista: vale a pena comprar? Veja o que avaliar antes da escolha

Homem abrindo app do Uber. Foto: Divulgação

Com o aumento da frota de carros usados no mercado, é cada vez mais comum encontrar veículos que foram utilizados como carros de aplicativo ou de frotas corporativas. Apesar de, muitas vezes, apresentarem preços mais atrativos, esses automóveis exigem atenção redobrada na hora da compra, principalmente em relação ao desgaste oculto e à procedência.

Carros que atuaram como veículos de transporte por aplicativo costumam rodar longas distâncias diariamente, muitas vezes em trânsito intenso. Isso acelera o desgaste de componentes como suspensão, freios, direção e até bancos e acabamentos internos. Já os carros de frotas corporativas, apesar de também rodarem bastante, tendem a seguir um cronograma de manutenção mais rigoroso, o que pode ser um ponto positivo.

Para evitar surpresas, o ideal é verificar com atenção o histórico de revisões, preferencialmente com notas fiscais ou registros em concessionária. Cheque também a procedência no documento e, se possível, consulte se o carro passou por leilão. Além disso, uma vistoria cautelar feita por empresa especializada pode identificar sinais de uso severo e alterações no hodômetro.

Outro ponto importante é avaliar o valor de revenda. Carros identificados como ex-frotistas ou ex-uso por aplicativo costumam desvalorizar mais rapidamente, justamente por conta da alta quilometragem e do uso intensivo. Isso pode dificultar uma revenda futura ou forçar uma negociação com valor mais baixo do que o mercado costuma praticar.