Apoie o DCM

Carros antigos têm quase quatro vezes mais mortes em colisões, aponta PRF

Teste de colisão entre Toyota Corolla antigo e modelo mais novo
Teste de colisão compara a estrutura de um Toyota Corolla antigo com a de uma geração mais nova. Foto: Reprodução

Ocupantes de carros mais antigos tiveram uma taxa de mortalidade quase quatro vezes maior em colisões com veículos de geração mais nova nas rodovias federais brasileiras. Levantamento baseado em dados da Polícia Rodoviária Federal analisou 1.582 acidentes entre janeiro e julho de 2026, envolvendo automóveis com diferença de pelo menos dez anos de fabricação.

Nos veículos mais velhos, 71 dos 2.491 ocupantes morreram, taxa de 2,85%. Entre os 2.467 ocupantes dos carros mais novos, foram 18 mortes, ou 0,73%. Ao considerar mortos e feridos graves, o índice chegou a 11,6% nos automóveis antigos, ante 6,2% nos mais recentes.

A diferença está ligada à evolução da segurança veicular. Carros modernos reúnem zonas de deformação, cabine reforçada, airbags, freios ABS e controle eletrônico de estabilidade, enquanto modelos antigos costumam ter estruturas menos resistentes e menos equipamentos de proteção. A frota brasileira também envelheceu: a idade média dos automóveis alcançou 11 anos e 5 meses em 2025, segundo o Sindipeças.