Carros elétricos viram dor de cabeça em condomínios; entenda

O avanço das vendas de carros elétricos e híbridos abriu uma nova frente de debate nos condomínios: a instalação de carregadores nas garagens. Moradores discutem quem deve bancar as adaptações na rede elétrica, como cobrar o consumo individual e quais medidas de segurança os prédios precisam adotar.
Em um condomínio no Rio de Janeiro com 170 apartamentos, há apenas uma estação de recarga, em uma vaga de visitante. O advogado especializado em condomínios Marcio Rachkorsky defende que a estrutura coletiva tenha rateio entre os moradores, enquanto cada dono de veículo pague pela própria energia. Para isso, o prédio precisa elaborar um projeto técnico, seguir normas do Corpo de Bombeiros e aprovar as medidas em assembleia.
A demanda cresce com a frota: mais de 815 mil veículos elétricos e híbridos circulam no país, e esses modelos responderam por cerca de 16% das vendas de automóveis no primeiro semestre. Prédios novos já podem prever pontos de recarga, mas edifícios antigos podem precisar de cabos, equipamentos de proteção e até de reforço no fornecimento da concessionária. Especialistas alertam que instalações improvisadas elevam os riscos e exigem avaliação da capacidade elétrica antes da ligação dos equipamentos.
