Apoie o DCM

Cartas de Pokémon viram mercado milionário, mas especialistas alertam para riscos; entenda

Diogo Pires segura carta rara de Pikachu em loja de São Paulo
Diogo Pires segura uma carta rara de Pikachu em loja no bairro da Liberdade, em São Paulo. Foto: Reprodução

As cartas de Pokémon se consolidaram como um mercado de colecionáveis que atrai adultos movidos pela nostalgia e pela expectativa de valorização. A The Pokémon Company informou que produziu mais de 85 bilhões de cartas até março de 2026, enquanto o interesse pelo termo Pokémon nas buscas brasileiras cresceu 60% entre setembro de 2021 e setembro de 2026, na comparação com os cinco anos anteriores.

Os valores podem variar de centavos a cifras milionárias. Em fevereiro, uma Pikachu Illustrator foi vendida por US$ 16,5 milhões, equivalentes a R$ 86 milhões na cotação da época. Produzida em 1998 como prêmio de um concurso de ilustração, a carta teve apenas 39 cópias distribuídas. O exemplar negociado, comprado por Logan Paul em 2021, é o único conhecido com nota máxima da certificadora PSA.

O preço de uma carta depende de raridade, conservação, autenticidade e procura, além da existência de compradores dispostos a pagar pelo item. A educadora financeira Cássia D’Aquino alerta que a compra com expectativa de revenda não equivale a uma aplicação financeira, pois a liquidez é incerta. Diogo Pires, que vendeu parte de sua coleção por US$ 20 mil em 2018, resume: “Então, guardar uma carta não significa necessariamente que ela vai aumentar o preço. Eu dei a sorte de colecionar algo que valorizou”.