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Casa de R$ 2 mi na Riviera foi parar no “tribunal” do PCC

Casa de alto padrão na Riviera de São Lourenço
Casa de alto padrão na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Foto: Reprodução

Uma casa de alto padrão avaliada em R$ 2 milhões na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, virou o centro de uma disputa que o Ministério Público de São Paulo afirma ter chegado ao “tribunal do crime” do PCC. O caso integra a Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21) para mirar uma rede suspeita de financiamento e lavagem de dinheiro ligada à facção. A polícia prendeu 11 pessoas, outros dois investigados já estavam presos e cinco seguem foragidos, entre eles Leonardo Meirelles. Com informações de g1.

A disputa envolvia o empresário Cléber Azevedo dos Santos, apontado como vendedor do imóvel, e Marcelo de Morais Oliveira, identificado como comprador. A investigação afirma que os dois passaram a brigar pelo pagamento de R$ 2 milhões e que mensagens extraídas de celulares apreendidos indicam a entrada de integrantes do PCC na negociação. Cléber e Marcelo tiveram a prisão preventiva decretada na operação.

Promotores apontam que Cléber buscou apoio de Antonio Carlos Ubaldo Júnior e Marlon Antonio Fontana para se aproximar da facção, incluindo Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho, descrito pelo MP como uma liderança do PCC. A apuração também encontrou um grupo de WhatsApp chamado “Assunto Pertinente a casa Riviera”, com áudio de um suposto tribunal do crime, além de mensagens em que Cléber cita as “ideias do comando” e o “resumo de SP” para tratar do impasse.