Casal que torturou 24 internos é preso em Portugal após quase uma década

Djalma Antônio Henares Júnior, de 56 anos, e Marluci Cabrera Bellini Henares, de 49, viveram em Portugal por quase uma década antes de as autoridades locais os prenderem. Condenados a 17 anos e seis meses de prisão em regime fechado por tortura em uma clínica de reabilitação de Ribeirão Preto (SP), eles passaram a ser procurados pela Interpol após o trânsito em julgado da sentença.
O casal viajou legalmente para a Europa em fevereiro de 2017, quando a Justiça brasileira havia negado pedidos de prisão preventiva feitos pelo Ministério Público. Djalma foi detido em 9 de julho, na Amadora, região de Lisboa, e Marluci acabou presa em 17 de julho, na ilha de São Miguel, nos Açores. O Ministério Público de Ribeirão Preto formalizou o pedido de extradição para que os dois cumpram a pena no Brasil.
Os condenados respondem pela tortura de 24 ex-internos da clínica, que relataram agressões com pedaços de madeira, castigos psicológicos, administração forçada de medicamentos e violência sexual. Em Portugal, Djalma trabalhou como psicólogo, publicou livros e atuou como instrutor de jiu-jitsu, enquanto Marluci, advogada no Brasil, ganhou notoriedade como professora de zumba. As defesas informaram que não comentariam as prisões nem a condenação.
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