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Casal de “pastores” abriu ao menos sete igrejas evangélicas para lavar dinheiro do tráfico

Casal de “pastores” é preso em condomínio de alto padrão em Sorocaba
Foto: Reprodução

O casal de “pastores”, apontado como membro de uma facção criminosa, abriu ao menos sete igrejas evangélicas para lavar dinheiro do tráfico de drogas, de acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Geraldo dos Santos Filho e Thais Cristina de Araújo Soares foram presos em Sorocaba (SP), na terça-feira (14), durante a operação Plata. A ação foi deflagrada pelo MPRN, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão contra os suspeitos de lavar dinheiro do tráfico em compra de imóveis, fazendas, rebanhos e igrejas, em oito estados, além do DF.

Foi alvo da operação a Igreja Assembleia de Deus Para as Nações, em Sorocaba, a qual a polícia cumpriu seis mandados de busca e dois de prisão.

Geraldo e Thais se autodenominavam fundadores e pastores da igreja. Todas teriam sido abertas através de “laranjas”. Os promotores suspeitam que a associação criminosa, da qual o casal faz parte, tenha movimentado mais de R$ 23 milhões.

Os policiais cumpriram a ação em dois condomínios fechados de alto padrão, um prédio comercial e na igreja em Sorocaba. A equipe também foi até um condomínio fechado em Araçoiaba da Serra (SP), e a um imóvel em Itu (SP).

O casal foi preso em um condomínio de alto padrão em Sorocaba. A função deles dentro da quadrilha, de acordo com a investigação, seria lavar o dinheiro das operações criminosas.

O MP apontou que o esquema é liderado por um homem do Rio Grande do Norte, identificado como Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Colorido. Valdeci é irmão de Geraldo e já foi condenado pela Justiça de São Paulo.

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