Caso Alstom: Justiça quebra sigilo de 11 envolvidos em propinas no governo de SP
A Justiça Federal de São Paulo determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de 11 pessoas investigadas em um suposto esquema de pagamento de propinas organizado pela Alstom a servidores públicos em São Paulo. A empresa francesa é suspeita de pagar para obter benefícios em contratos.
As denúncias do Ministério Publico Federal dizem respeito a negociações suspeitas ocorridas entre a empresa e o governo paulista, sobretudo a partir de 1998. Foram indiciadas 11 pessoas, inclusive secretários de estado à época (veja reportagem do Jornal Nacional).
A quebra do sigilo diz respeito ao período entre 1997 a 2000. A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (30) pelo site do jornal “O Estado de S. Paulo”. A decisão da Justiça é de 27 de agosto e foi endereçada à Receita Federal.
A Justiça Federal também solicitou à Embaixada da França no Brasil informações sobre dois suspeitos de comandar o pagamento de propinas pelo grupo Alstom. Há suspeitas de que um deles tenha morrido.
O pagamento teria ocorrido para viabilizar um contrato entre a empresa francesa e a então estatal de energia do estado, a EPTE. De acordo com o inquérito da PF, a irregularidade ocorreu porque a companhia obteve um crédito no banco francês Société Générale, de R$ 72,7 milhões, para adquirir equipamentos do grupo Alstom.
A Polícia Federal ressalta que a contratação do crédito milionário foi feita sem licitação. E só foi possível porque a Alstom idealizou um esquema de pagamento de suborno para funcionários públicos paulistas, para recompensá-los pela aprovação do contrato.
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