Caso da soldado Gisele: polícia reabre caso após contradições e vê “morte suspeita”

A Polícia Civil de São Paulo reabriu a investigação sobre a morte de uma soldado da Polícia Militar, encontrada sem vida com um tiro na cabeça em seu apartamento. Inicialmente tratada como suicídio, a classificação foi alterada para “morte suspeita” após depoimentos contraditórios e análise da cena do crime. O disparo fatal foi efetuado por uma arma pertencente ao marido da vítima, um Tenente-Coronel da mesma corporação. O oficial alegou que pediu o divórcio à esposa, o que teria gerado uma reação de revolta, mas a versão foi contestada pela família da soldado, que suspeita de feminicídio.
A mãe da vítima afirmou que o comportamento controlador e possessivo vinha do Tenente-Coronel, que restringia as roupas e interações sociais da esposa, além de impor regras rigorosas para as tarefas domésticas. A mudança na natureza do caso se deu devido a elementos encontrados na cena do crime, como a arma posicionada sobre a mão da vítima. Exames residuográficos foram realizados nas mãos da soldado e do Tenente-Coronel para detectar resíduos de pólvora e determinar a autoria do disparo.
Embora o Tenente-Coronel não tenha sido formalmente indiciado, ele permanece sob investigação enquanto aguarda os resultados dos laudos periciais. A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias para determinar se a morte foi suicídio ou assassinato, com a investigação gerando grande repercussão e levantando sérias dúvidas sobre o caso.
