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Caso de racismo leva Educafro a pedir R$ 20 milhões contra hotel de luxo

Hotel de luxo em São Paulo é condenado a pagar indenização a advogado –
Foto: Reprodução

A Educafro ingressou nesta quarta-feira (3) com uma Ação Civil Pública contra o hotel Tivoli Mofarrej, localizado na capital paulista, pedindo indenização de R$ 20 milhões por racismo. A ação é movida contra a Pojuca S/A, empresa responsável pela administração da rede Tivoli, e prevê que os recursos sejam destinados ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. Com informações da CNN.

Segundo a petição assinada pelo advogado Michael de Jesus, o pedido inclui R$ 15 milhões por dano moral coletivo contra a população negra brasileira e R$ 5 milhões por dano social relacionado ao “compromisso constitucional antirracista”. A ação também propõe medidas institucionais, como auditoria étnico-racial independente, adoção de políticas de compliance antirracista, inclusão de cláusulas antidiscriminatórias em contratos de terceirizados e meta de 30% de pessoas pretas e pardas em áreas de atendimento, recepção e segurança no prazo de 24 meses.

O processo foi apresentado após a condenação do hotel ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais ao advogado José Luiz de Oliveira. De acordo com a ação, ele foi abordado por um segurança durante um evento jurídico realizado em 20 de setembro de 2024. Em relato sobre o episódio, o advogado afirmou: “Só que ele fez isso porque, além de ser negro, eu estava de calça jeans e camisa social. Isso não justifica. E tinha pouquíssimos negros”.

A Educafro sustenta que a decisão judicial não tratou adequadamente a questão racial, enquanto o grupo responsável pelo hotel declarou: “Até o momento, não temos conhecimento de Ação Civil Pública movida em face do hotel relacionada a esse tema”.