Caso Gisele: Celular de PM morta teve dados apagados após disparo, diz perícia

A perícia no celular da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana identificou indícios de uma possível “limpeza digital” no aparelho após o disparo que causou sua morte. Segundo laudo anexado ao processo, os dados extraídos indicam que o telefone foi acessado quando a vítima ainda estava viva e aguardava socorro. As informações são da CNN Brasil.
A análise técnica aponta registros compatíveis com manipulação e exclusão de conteúdos no dispositivo. As mensagens apagadas foram trocadas entre o casal ao longo do dia anterior ao crime e indicam que Gisele manifestava a intenção de se separar, em contraste com a versão apresentada pelo marido, Geraldo Leite Rosa Neto, que afirmava ter sido ele a pedir o divórcio.
A perícia também recuperou conteúdos que mostram discussões recorrentes nos dias anteriores, incluindo relatos da vítima sobre uma possível traição. Os registros digitais, como uso de aplicativos e histórico de interações, foram utilizados para mapear o comportamento antes do ocorrido. A análise indica ainda que o celular pode ter sido utilizado para acompanhar a rotina da vítima.
