Caso Gisele: STJ define que coronel será julgado fora da Justiça Militar

O STJ decidiu que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, será julgado pela Justiça comum, e não pela Justiça Militar. A decisão é do ministro Reynaldo Soares da Fonseca e fixa a competência da 5ª Vara do Júri de São Paulo para analisar o caso.
A defesa do oficial sustentava que a Justiça Militar não tinha competência para decretar a prisão preventiva do réu. O advogado Eugênio Malavasi afirmou que a decisão do STJ foi acertada e disse que buscará “a inocência do acusado”. O advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior, afirmou que os pais da vítima ficaram “aliviados com a decisão de Brasília”.
Gisele morreu em 18 de fevereiro após ser atingida por um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, em São Paulo. O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas passou a ser investigado como morte suspeita após depoimento da mãe da vítima; perícia posterior apontou lesões na face e na região cervical.
