Caso Henry Borel: Julgamento tem relatos de violência de Jairinho contra outras crianças

O Caso Henry teve um quarto dia de júri marcado por relatos de supostas agressões atribuídas a Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, contradições em depoimentos e tensão no plenário. Jairinho e Monique Medeiros são julgados pela morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em 8 de março de 2021, no apartamento onde o menino vivia com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca, no Rio.
Até agora, dez das 27 testemunhas previstas foram ouvidas no II Tribunal do Júri, no Centro do Rio. A sessão começou com atraso depois que uma jurada passou mal antes do início dos trabalhos, recebeu atendimento médico e permaneceu no julgamento. Em júris populares, não há suplentes: se um jurado precisa ser afastado definitivamente, a sessão deve ser anulada e reiniciada.
Entre os depoimentos, a empregada doméstica Leila Rosângela Mattos, que trabalhava na casa onde Henry morreu, negou ou disse não se lembrar de declarações dadas anteriormente à polícia. Após insistência da acusação, ela admitiu ter ouvido a babá questionar o menino sobre dificuldade para andar e afirmou: “Ele saiu assustado, não apavorado. A palavra é essa.” A promotoria também exibiu mensagens entre Leila e Monique para contestar a versão de que ela não teria voltado ao trabalho depois da morte.
A cabeleireira Tereza Cristina de Souza disse ter ouvido Henry, em chamada de vídeo com Monique, afirmar que o “tio” havia lhe dado uma “banda”. A filha de uma ex-namorada de Jairinho relatou agressões que afirma ter sofrido quando era criança, e outra ex-namorada, Déborah Mello Saraiva, contou episódios envolvendo o filho. Jairinho e Monique respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação de testemunha e fraude processual; os dois negam participação no crime.
