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Caso Henry: juíza chama acusação de interferência no júri de “leviana”

Monique Medeiros durante julgamento. Foto: Divulgação

A juíza Elizabeth Machado Louro classificou como “leviana” a acusação de que teria influenciado os jurados no julgamento de Monique Medeiros pela morte de Henry Borel. A decisão ocorreu após a acusação de homicídio ser desclassificada de dolosa para culposa, o que resultou na concessão de perdão judicial à ré após dez dias de julgamento. Com informações da BandNews.

Segundo a magistrada, um dos quesitos apresentados aos jurados foi formulado de forma equivocada, tratando de omissão dolosa quando deveria abordar omissão culposa. A correção levou à realização de nova votação. Conforme registrado na ata, a medida foi adotada para garantir a plenitude de defesa e evitar prejuízo à acusada.

O Ministério Público contesta o procedimento e anunciou que pedirá a anulação do julgamento. O promotor Fábio Vieira afirmou que os jurados haviam reconhecido, inicialmente, a responsabilidade dela em homicídio doloso. Ele declarou que nunca presenciou situação semelhante em 26 anos de atuação. O recurso também questionará o perdão judicial concedido a ela, condenada a um ano e quatro meses de detenção por omissão relacionada à tortura.