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Caso Orelha: perícia não identifica lesões causadas por ação humana

O cão comunitário Orelha. Foto: Divulgação

O laudo da Polícia Científica de Santa Catarina não apontou a causa da morte do cão comunitário Orelha, exumado em 11 de fevereiro após agressões registradas na Praia Brava, em Florianópolis. O documento, com 19 páginas, concluiu que não houve fraturas nos ossos e que a análise dos restos mortais não permitiu determinar o motivo do óbito.

Segundo os peritos, a ausência de fraturas “não deve ser interpretada como ausência de trauma cranioencefálico ou mesmo em outras partes do corpo”. O exame destacou que o animal já estava em fase de esqueletização, o que limitou a avaliação a estruturas ósseas. Também não foram encontrados indícios de que um prego tenha sido cravado na cabeça, hipótese divulgada nas redes sociais.

O Ministério Público de Santa Catarina solicitou novas diligências após identificar lacunas na investigação inicial. O caso segue sob análise e está em segredo de Justiça por envolver adolescente. Antes da exumação, a Polícia Civil havia indicado que a morte poderia ter sido causada por golpe na cabeça com objeto contundente e sem ponta.