Polícia agiu com “imaturidade” no caso Orelha, admite ex-delegado-geral de SC

O ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina Ulisses Gabriel (PL), eleito deputado estadual, admitiu erros na divulgação do caso do cão comunitário Orelha. Em entrevista à Rádio Som Maior, de Criciúma, ele afirmou que a corporação agiu com “imaturidade” ao tratar publicamente da investigação.
“É claro que ocorreram algumas conduções, para mim, incorretas da nossa parte com relação à divulgação dos fatos. Nós fizemos uma entrevista coletiva que deveríamos não ter feito”, declarou. Ulisses disse que a polícia enfrentava forte pressão popular e deveria ter esperado para esclarecer melhor o trabalho. Em fevereiro, a corporação reconheceu que um vídeo apresentado como prova em coletiva era “meramente ilustrativo”.
A Justiça arquivou o processo em maio, após o Ministério Público de Santa Catarina concluir que os adolescentes apontados inicialmente pela polícia não estavam juntos na praia no período da suposta agressão. Laudos e o depoimento de um veterinário afastaram maus-tratos e indicaram que Orelha morreu em decorrência de uma doença preexistente grave, sem fraturas ou lesões compatíveis com ação humana.
