Caso raro de troca de embrião leva Justiça a definir futuro de bebê

Tiffany Score e Steven Mills, casal da Flórida que descobriu ter tido uma filha sem vínculo genético com eles após fertilização in vitro, chegaram a um acordo com os pais biológicos da menina, Shea. Documentos judiciais obtidos pela revista “People” afirmam que as partes firmaram um “acordo de custódia mutuamente elaborado”, e que as identidades dos pais biológicos permanecerão confidenciais.
O casal move processo contra o Fertility Center, de Orlando, e contra Milton McNichol, chefe de endocrinologia reprodutiva da clínica. Segundo a ação, Tiffany recebeu em abril de 2025 a implantação de um embrião que acreditava ser do casal. Quando Shea nasceu, em 11 de dezembro de 2025, os dois perceberam que a bebê não se parecia com nenhum deles. Em janeiro, eles acionaram a Justiça alegando que a clínica implantou o embrião de outra paciente no útero de Tiffany.
Os detalhes do acordo, firmado em 15 de junho, permanecem privados, mas o documento afirma que Tiffany e Steven devem manter a guarda permanente de Shea. A disputa ainda deixa uma questão em aberto: o destino dos embriões congelados do casal. As extrações de óvulos e esperma produziram um embrião masculino viável e dois femininos. “O embrião masculino deles ainda pode estar por aí. Disseram a eles que há um embrião armazenado, mas ainda não foi confirmado se é realmente deles”, disse Jack Scarola, advogado do casal.
