Os detalhes “animais” que passam despercebidos na Catedral da Sé

A Catedral da Sé, no centro de São Paulo, reúne esculturas de animais, frutos e plantas em sua decoração. Tatu, tucano, salamandra, sapo-boi e garça estão entre as figuras identificadas pela Arquidiocese de São Paulo, ao lado de referências como café, cacau e manga. Os elementos dividem espaço com imagens religiosas no interior e na parte externa do templo.
Os entalhes aparecem, entre outros locais, nos capitéis, as partes superiores das colunas, e foram feitos em cantaria, técnica que molda a rocha para criar formas decorativas. Na fachada e no portal central, também há representações de sapo, javali, morcego, peixe, macaco-prego, flores de maracujá, trigo e uva. A proposta artística combina a arquitetura neogótica de inspiração europeia com referências à natureza brasileira.
O arquiteto Maximilian Hehl projetou a catedral, inaugurada em 25 de janeiro de 1954, nas comemorações dos 400 anos de São Paulo. As obras continuaram depois da inauguração: as duas torres foram concluídas em 1959 e uma restauração entre 1999 e 2002 acrescentou 14 torreões previstos no projeto original.
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