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Células ‘zumbis’ e edição genética entram na corrida contra o envelhecimento; entenda

Imagem ilustrativa

O sonho de retardar o envelhecimento mobiliza cientistas, empresários e investidores em pesquisas que vão da correção de falhas no DNA à eliminação de células senescentes, conhecidas como células “zumbis”. Essas células deixam de funcionar adequadamente, acumulam-se nos tecidos e podem contribuir para inflamações e doenças associadas à idade.

As mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia nas células, também estão no centro das investigações. Outra frente aposta na edição de base, técnica que altera uma única “letra” do código genético e já passa por testes contra doenças raras. Nos Estados Unidos, pesquisadores avaliam seu uso em enfermidades hereditárias que causam perda de visão, com a perspectiva de corrigir mutações diretamente nas células afetadas.

Na Bélgica, cientistas desenvolvem moléculas sintéticas chamadas XNAs, que podem armazenar e transmitir informação genética. No Canadá, a xenobiologia usa aminoácidos produzidos em laboratório para criar proteínas mais resistentes à oxidação. Apesar do potencial, especialistas alertam que essas tecnologias ainda exigem testes rigorosos de segurança: mortes em terapias genéticas experimentais na China ampliaram o alerta. O objetivo mais realista é ampliar o período de vida saudável, e não interromper completamente o envelhecimento.