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Cemitério nas Malvinas guarda memória de soldados argentinos sem identificação

Cemitério argentino de Darwin nas Ilhas Malvinas
Cruzes do cemitério argentino de Darwin, nas Ilhas Malvinas. Foto: Reprodução

O cemitério de Darwin, nas Ilhas Malvinas, abriga 237 dos 649 soldados argentinos mortos na guerra de 1982 contra o Reino Unido. Muitos foram enterrados sem identificação, sob lápides com a inscrição “Soldado argentino só conhecido por Deus”. O conflito durou 74 dias, entre abril e junho daquele ano, e também matou 255 militares britânicos. Com informações de UOL.

O coronel britânico Geoffrey Cardozo chegou às ilhas cerca de um mês após o fim da guerra e reuniu documentos, pertences e outros indícios encontrados com os corpos. Após a Argentina recusar a repatriação dos restos mortais, por considerar as ilhas território argentino, ele organizou a construção do cemitério, concluída em fevereiro de 1983.

Em 2016, um projeto humanitário da Cruz Vermelha iniciou a identificação dos mortos com apoio da Equipe Argentina de Antropologia Forense. A iniciativa já identificou 115 corpos e continua em andamento. No fim de 2024, 150 familiares de soldados argentinos visitaram Darwin, em uma das raras viagens autorizadas ao local.