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Centrais sindicais já amargam os efeitos do golpe

Da Veja

O fim do imposto sindical, extinto na reforma trabalhista, deve afetar a saúde financeira de sindicatos, federações e centrais sindicais. O imposto era responsável por cerca de 30% a 50% da receita dessas entidades, segundo estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

“O contingente de trabalhadores que vai continuar a contribuir é pequeno, o repasse será muito menor. Podemos ter sindicatos fechando, vai ser difícil”, afirmou o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio.

Desde que entrou em vigor, em 11 de novembro, a nova lei trabalhista acaba com a obrigatoriedade do repasse sindical, mas a contribuição ainda pode ser feita de forma voluntária.

Para se adequar à nova realidade financeira, as entidades sindicais podem ser obrigadas a lançar mão de medidas que elas próprias costumam combater, como demissões e planos de demissão. Segundo o Dieese, 100 mil trabalhadores diretos e indiretos dos sindicatos e centrais podem ser afetados até 2018.

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As centrais serão as mais afetadas com o fim da contribuição sindical, 95% da receita da Força dependia do imposto. Na UGT esse percentual chegava a 90%.

No ano passado, a central que mais arrecadou com a contribuição obrigatória foi a CUT, com 59,8 milhões de reais. Seguida pela Força, que recebeu 46,6 milhões de reais, e UGT, com 44,7 milhões – os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego.

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PS: As demissões nas centrais sindicais, inclusive na CUT, já começaram, com protesto dos trabalhadores.