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Certidão na disputa por mansão de Richarlison foi emitida em 1h40

O advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, e o jogador de futebol Richarlison. Foto: Reprodução

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) investiga a emissão de uma certidão que autorizou a transferência de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz. O documento saiu em 1 hora e 40 minutos, em 11 de julho de 2022, e o imóvel é alvo de disputa judicial com o atacante Richarlison, que afirma ter pago R$ 10 milhões pela propriedade.

A empresa vendedora pediu a Certidão de Autorização para Transferência às 11h33, alegando urgência e dificuldade para obtê-la pelo sistema. A SPU emitiu o documento manualmente e identificou que a decisão judicial usada como base para a autorização não foi anexada integralmente ao processo administrativo.

A secretaria enviou o caso à Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU) para avaliação de providências. Richarlison diz que comprou a mansão em 2020 de antigos ocupantes da ilha e que sua empresa, Sport 70, solicitou à SPU a regularização da ocupação em setembro de 2021, sem conclusão do processo.

Willer Tomaz alega que os ocupantes não eram proprietários e que adquiriu o imóvel de uma empresa que já detinha o registro. O jogador acusa o advogado e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de tentarem retirar seus direitos sobre a mansão após ele recusar vendê-la ao parlamentar. Tomaz não comentou o caso, e Flávio não respondeu.