Césio 137: o que aconteceu com vítimas do maior desastre nuclear do Brasil

O acidente com Césio-137 em Goiânia, em 1987, deixou vítimas com sequelas graves e mortes que marcaram a história do país. A contaminação começou após a retirada de um aparelho abandonado do antigo Instituto Radiológico, que continha material altamente radioativo. Sem saber do risco, o equipamento foi levado para um ferro-velho, onde foi aberto e espalhou o pó contaminado, atingindo os moradores que tiveram contato direto com a substância.
Entre as vítimas mais conhecidas está Leide das Neves, de seis anos, que ingeriu parte do material e desenvolveu sintomas severos, como vômitos, inchaço e hemorragias internas. Ela e Maria Gabriela Ferreira foram transferidas para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio, mas não resistiram. Outras mortes ocorreram nas semanas seguintes, incluindo trabalhadores do ferro-velho que tiveram contato direto com o césio.
Segundo registros da época, mais de mil pessoas foram expostas à radiação, e dezenas desenvolveram doenças ao longo dos anos, incluindo câncer e problemas respiratórios. Parte das vítimas conviveu com sequelas permanentes, enquanto toneladas de resíduos radioativos foram enterradas em Abadia de Goiás para evitar novas contaminações.

