Espanha vive impasse sobre destino de crianças marroquinas que chegaram sozinhas

Centenas de crianças e adolescentes marroquinos que chegaram sozinhos a Ceuta, enclave espanhol no norte da África, permanecem nas ruas, praias e áreas industriais da cidade após uma entrada em massa pela fronteira. O centro local de acolhimento, com capacidade para cerca de 30 pessoas, não comporta a demanda, e moradores e organizações humanitárias passaram a oferecer comida e abrigo temporário aos menores. Com informações do g1.
As autoridades espanholas identificaram 1.527 menores estrangeiros, mas a Save the Children afirma que há mais crianças sem registro, à espera de identificação para entrar no sistema de proteção. A entidade alertou para a vulnerabilidade de meninas que dormem nas ruas e relatou casos de jovens que dizem fugir de famílias abusivas, casamentos forçados e violência sexual.
Os governos da Espanha e do Marrocos defendem a reunificação dos menores com suas famílias, mas a legislação espanhola impede devoluções coletivas e exige uma análise individualizada de cada caso. O procedimento precisa comprovar a identidade do jovem, localizar familiares e garantir que o retorno ocorrerá em condições seguras; quem não puder voltar deverá entrar no sistema espanhol de acolhimento, com possível transferência para outras regiões do país.
