CFM ameaça punir médicos que prescreverem “canetas do Paraguai” para emagrecer

O Conselho Federal de Medicina (CFM) alertou que médicos que prescreverem, indicarem, aplicarem ou facilitarem o acesso a medicamentos à base de tirzepatida sem registro sanitário no Brasil poderão responder a procedimento ético-profissional. A medida abrange as chamadas “canetas do Paraguai”, que entram clandestinamente no país.
Segundo o CFM, o único medicamento à base de tirzepatida autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o Mounjaro. A entidade afirmou haver “impossibilidade ética e legal” de usar ou prescrever produtos sem registro válido, ou cuja importação e comercialização desrespeitem as normas sanitárias brasileiras.
O Conselho também proibiu o uso da consulta e da receita para viabilizar a obtenção de medicamentos vindos do exterior sem autorização legal. As punições previstas no Código de Ética Médica vão de advertência confidencial e censura pública à suspensão por até 30 dias ou à cassação do exercício profissional, conforme a gravidade do caso e os riscos ao paciente.
