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‘Che acharia a esquerda de hoje superficial’

 

Jon Lee Anderson, jornalista da revista New Yorker, biógrafo de Che Guevara e autor de perfis de líderes latino-americanos como o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez e o ditador chileno Augusto Pinochet, afirma que, se estivesse vivo, Che Guevara veria os governos de esquerda na América Latina como “um bando de superficiais”.

“Dilma (Rousseff), Brasil… Isso não é governo de esquerda, isso é outra coisa, é desenvolvimentismo! Velar, finalmente, pelos 40 milhões de cidadãos mais miseráveis que vivem na merda em seus casebres e entregar a eles R$ 100 mensais não faz de você um governo de esquerda. Isso é pragmatismo puro!”, diz.

O jornalista americano esteve no Rio para ministrar uma oficina de reportagem promovida pela Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-americano, em parceria com as revistas Piauí e Serrote e o Instituto Moreira Salles.

Anderson guarda uma exceção para a Bolívia. “Talvez a Bolívia seja uma exceção porque lá a esquerda não era só uma questão de economia, mas de reivindicação histórica. Então, Che veria que finalmente o país mais indígena da América Latina tem um presidente indígena e isso seria de grande orgulho para ele.”

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