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Chega ao fim isenção para montadoras chinesas no Brasil após pressão da indústria

Montadora da BYD na Bahia. Foto: reprodução

O regime de isenção do Imposto de Importação para kits desmontados de veículos elétricos e híbridos terminou em 31 de janeiro. A alíquota voltou a 16% para CKD e 18% para SKD, podendo chegar a 35% em 2027. A medida temporária, criada a pedido da BYD, visava facilitar a entrada de novas montadoras chinesas no Brasil.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pressionou contra a prorrogação, alertando para os impactos negativos na produção local. “O problema é manter incentivos para a simples montagem em alto volume, sem exigência de aporte de valor nacional”, afirmou o presidente Igor Calvet. A entidade estima que o modelo poderia eliminar 69 mil empregos.

O benefício permitiu que montadoras como BYD e GWM aumentassem seus estoques. Em 2025, o Brasil importou 322 mil veículos da China, mas emplacou apenas 187 mil. Nenhum pedido formal para renovar a isenção foi apresentado à Camex, que encerrou o prazo sem prorrogação.