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Chico Picadinho: conheça o presidiário mais antigo do Brasil

Chico Picadinho na época que cometeu os crimes e atualmente. Foto: reprodução

Francisco Costa Rocha, conhecido como Chico Picadinho, caminha para completar cinco décadas ininterruptas atrás das grades. Aos 82 anos, ele é um dos presos de maior longevidade do sistema penal brasileiro, condenado por esquartejamento de duas mulheres em São Paulo nos anos 1960 e 1970. Desde sua última captura em 1976, nunca mais recuperou a liberdade.

Este ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou sua vigésima tentativa de sair da prisão. Laudos médicos recentes atestam psicopatia incurável e alto risco de reincidência. O promotor Marcelo Negrini revelou: “A juíza perguntou o que ele iria fazer em liberdade. Ele admitiu que mataria novamente”.

Chico vive no Hospital de Custódia de Taubaté, onde mantém rotina disciplinada na biblioteca. Funcionários descrevem-no como interno calmo, surdo e isolado, que não recebe visitas há 20 anos. Apesar da idade avançada, permanece lúcido e cumpre silenciosamente sua rotina supervisionada.

Seus crimes chocaram o país: em 1966, estrangulou e esquartejou uma bailarina austríaca; em 1976, repetiu o método com uma prostituta. A cena do segundo crime foi tão brutal que um cúmplice vomitou e delatou-o à polícia.