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Pentobarbital: como age a droga que não conseguiu matar condenada nos EUA

Christa Gail Pike em retrato divulgado pelo Departamento de Correções do Tennessee
Christa Gail Pike em registro do Departamento de Correções do Tennessee em 2023. Foto: Reprodução

O pentobarbital, droga usada na tentativa frustrada de execução de Christa Gail Pike, é um barbitúrico que atua como depressor do sistema nervoso central. Em doses menores, a substância pode provocar sedação e ajudar no controle de convulsões; em quantidades maiores, induz o sono e a anestesia. Já nas doses utilizadas em execuções e casos de eutanásia, o medicamento pode interromper funções vitais, como a respiração e a circulação, levando à morte. Texto colado

No caso de Pike, porém, o efeito esperado não ocorreu. Segundo seus advogados, a condenada recebeu duas doses de pentobarbital, mas continuou respirando e precisou ser levada a um hospital. Testemunhas relataram que ela apresentava respiração ofegante e chegou a roncar durante o procedimento. A defesa apontou como possíveis causas da falha dificuldades no acesso venoso, rompimento de veias, eventual degradação da droga e ausência de atendimento médico de emergência. Texto colado Texto colado

O pentobarbital já foi empregado como anestésico, indutor do sono e anticonvulsivante, mas perdeu espaço para outras classes de medicamentos por causa dos riscos associados ao seu uso, inclusive dependência. Após a execução malsucedida, o governador do Tennessee, Bill Lee, determinou uma investigação independente e suspendeu as execuções no estado até o fim do ano. A apuração deverá verificar se a falha ocorreu na aplicação, na qualidade da substância ou no protocolo adotado.