Repórter que viu quase 500 execuções por injeção diz nunca ter presenciado caso como o de Christa Pike

O jornalista Michael Graczyk, de 76 anos, afirmou nunca ter visto um caso como o de Christa Pike em quase 500 execuções que acompanhou no Texas. Condenada à morte, Pike, de 50 anos, sobreviveu após receber duas doses de pentobarbital durante uma tentativa de execução no Tennessee e continuou respirando e roncando de forma audível.
O protocolo estadual prevê um segundo conjunto de seringas quando a primeira dose não provoca a morte, mas não define como agir se a pessoa seguir viva após a segunda aplicação. Os advogados informaram que Pike foi levada a um hospital de Nashville, onde permanecia inconsciente, entubada e sob ventilação mecânica. Para Graczyk, que falou à BBC, o episódio era “uma questão de tempo”.
O governador Bill Lee classificou o ocorrido como “perturbador”, adiou a execução de Pike por tempo indeterminado, suspendeu a última execução prevista no Tennessee neste ano e determinou uma análise independente do procedimento. O Death Penalty Information Center registra 64 execuções malsucedidas nos Estados Unidos desde 1982, sendo 51 por injeção letal.
