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Previsão de fortes vendavais não se confirma; entenda

Pessoas no ponto de ônibus na Avenida Lucio Costa – Foto: Reprodução/Alexandre Cassiano

A chuva e a queda da temperatura reduziram a força dos ventos no Rio de Janeiro, e a previsão de rajadas de até 110 km/h não se confirmou. O cenário mais severo havia levado órgãos públicos a emitir alertas, suspender aulas, fechar parques e recomendar mudanças na rotina da população. A precipitação e o aumento da nebulosidade diminuíram o contraste de temperatura e umidade entre as massas de ar, enfraquecendo a instabilidade necessária para a formação de uma ventania mais intensa.

A máxima na capital ficou perto de 34°C, abaixo dos cerca de 37°C projetados inicialmente. Segundo o meteorologista Cesar Soares, da Climatempo, o período anterior de calor e tempo seco favorecia a formação de ventos, mas a chegada da chuva reduziu o contraste térmico. “Nesse contexto, não tivemos uma ventania tão intensa. Para que isso acontecesse, o contraste térmico teria que ser muito maior”, afirmou. A previsão inicial estava relacionada à passagem de uma frente fria e à influência de um ciclone extratropical sobre o Sul do país.

Mesmo sem o vendaval previsto, o alerta alterou a rotina na Região Metropolitana. As redes municipal e estadual suspenderam as aulas, os transportes anteciparam a operação de pico e parques fecharam preventivamente, incluindo áreas do Parque Nacional da Tijuca, a Pista Cláudio Coutinho, a Trilha do Morro da Urca e a Ciclovia Tim Maia. Angra dos Reis registrou a maior rajada, de 84,7 km/h, enquanto o Inmet mantém aviso de vendaval, com previsão de ventos entre 40 km/h e 60 km/h.