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O que é ciclone bomba? Entenda o fenômeno que pode atingir o Sul do Brasil

Nuvens observadas do espaço
Vista de cima de ciclone. Foto: Reprodução

A possível formação de um ciclone bomba entre a Argentina, o Uruguai e o Sul do Brasil acendeu o alerta para temporais, rajadas de vento e granizo. Apesar do nome, o fenômeno não envolve explosões: trata-se de um ciclone extratropical que ganha força em um intervalo curto e provoca queda rápida da pressão atmosférica.

Os impactos mais significativos devem se concentrar no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Para esta quarta-feira (5), há aviso amarelo para todo o Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, centro-sul e oeste de Mato Grosso do Sul e a divisa entre São Paulo e Paraná. Na quinta-feira (6), a previsão indica aviso laranja para o sul de Mato Grosso do Sul, oeste e sul do Paraná, Santa Catarina e todo o território gaúcho.

O professor Micael Cecchini, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, explica que ciclones extratropicais surgem no encontro entre massas de ar quente e frio. “O que diferencia um ciclone comum de um ciclone bomba é a intensidade desse processo. Quando o contraste de temperatura é muito maior, a circulação atmosférica em altitude se fortalece e faz com que a pressão na superfície caia mais rapidamente”, afirma. Perto dos 60 graus de latitude, a classificação exige redução mínima de 24 milibares na pressão em 24 horas.