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Cientistas antecipam prazo para o fim da vida na Terra; entenda

O Sol e a Terra. Foto: Reprodução

Um estudo de pesquisadores ligados à Nasa sugere que a sobrevivência da vida na Terra pode ser mais curta do que se imaginava. Com base em 400 mil simulações, o estudo previu que o oxigênio atmosférico, essencial para a vida como a conhecemos, começará a diminuir drasticamente em cerca de 1,08 bilhão de anos.

Esse processo de desoxigenação é um reflexo do aumento dos fluxos solares, que ocorrerão conforme o Sol evolui, tornando a Terra um ambiente hostil. O estudo, publicado em 2021, questiona estimativas anteriores que sugeriam que o planeta poderia ser habitável por cerca de dois bilhões de anos, baseadas na constância do brilho do Sol.

Com o aumento da emissão de calor do Sol, o estudo propõe que a Terra se tornará inabitável muito antes de o Sol se expandir para uma gigante vermelha e engolir o planeta, o que deve ocorrer em cerca de cinco bilhões de anos.

O autor principal Kazumi Ozaki explica que, à medida que o Sol aumenta sua emissão de calor, a Terra passará por mudanças que afetarão o ciclo de carbonatos e silicatos, resultando em uma atmosfera com níveis cada vez menores de oxigênio. O estudo aponta que o colapso da atmosfera ocorrerá antes da evaporação total dos oceanos e do efeito estufa extremo, eliminando todas as formas de vida complexa dependentes de oxigênio.